quarta-feira, 26 de agosto de 2009

I Don't Wanna Miss a Thing

I could stay awake just to hear you breathing

Watch you smile while you are sleeping

While youre far away dreaming

I could spend my life in this sweet surrender

I could stay lost in this moment forever

Every moment spent with you is a moment

I treasureDont want to close my eyes

I dont want to fall asleep

Cause Id miss you baby

And I dont want to miss a thing

Cause even when I dream of you

The sweetest dream will never do

Id still miss you baby

And I dont want to miss a thing

Lying close to you feeling your heart beating

And Im wondering what youre dreaming

Wondering if its me youre seeing

Then I kiss your eyes

And thank God were together

I just want to stay with you in this moment forever

Forever and ever

Dont want to close my eyes

I dont want to fall asleep

Cause Id miss you baby

And I dont want to miss a thing

Cause even when I dream of you

The sweetest dream will never do

Id still miss you baby

And I dont want to miss a thing

I dont want to miss one smile

I dont want to miss one kiss

I just want to be with you

Right here with you, just like this

I just want to hold you close

Feel your heart so close to mine

And just stay here in this moment

For all the rest of time

Dont want to close my eyes

I dont want to fall asleep

Cause Id miss you baby

And I dont want to miss a thing

Cause even when I dream of you

The sweetest dream will never do

Id still miss you baby

And I dont want to miss a thing

Dont want to close my eyes

I dont want to fall asleep

I dont want to miss a thing

Damien Rice - The Blower's Daughter



Per te!!!

É isso aí (The Blower's Daughter)

É isso aí

Como a gente achou que ia ser

A vida tão simples é boa

Quase sempre

É isso aí

Os passos vão pelas ruas

Ninguém reparou na lua

A vida sempre continua

Eu não sei parar de te olhar

Eu não sei parar de te olhar

Não vou parar de te olhar

Eu não me canso de olhar

Não sei parar

De te olhar

É isso aí

Há quem acredite em milagres

Há quem cometa maldades

Há quem não saiba dizer a verdade

É isso aí

Um vendedor de flores

Ensinar seus filhos a escolher seus amores

Eu não sei parar de te olhar

Não sei parar de te olhar

Não vou parar de te olhar

Eu não me canso de olhar

Não vou parar de te olhar

terça-feira, 25 de agosto de 2009

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Como o dinheiro público se transforma em dinheiro privado

Como o dinheiro público se transforma em dinheiro privado
Santana Castilho - 20090819

É chocante o desprezo pela autonomia das escolas, sempre apregoada, mas sempre calcadaClara Viana (PÚBLICO de 16/8/09) veio dar- nos conta daquilo que alguns gostariam que passasse de fininho: por convite directo, sem concurso nem publicitação, foram gastos mais de 20 milhões de euros em projectos de arquitectura de remodelação de escolas secundárias. Num útil trabalho jornalístico, Clara Viana e as suas fontes, o presidente da Ordem dos Arquitectos e o director do Departamento de Salvaguarda do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, entre outros, deixaram inquietos os contribuintes conscientes. Quando está em jogo um investimento de 2,5 mil milhões de euros, não é aceitável a falta de transparência e os expedientes dúbios agora denunciados.
Os impostos são a forma universal de transformar o dinheiro privado em dinheiro público. A engenharia burocrática é um dos processos particulares de verter em dinheiro privado o dinheiro público. Enquanto fórmulas legais de extorsão, estão sujeitas à censura política e ao crivo da apreciação ética e moral. Foi por isso que critiquei, em artigo de 26 de Fevereiro de 2007, a constituição da "Parque Escolar, EPE", "entidade pública empresarial", na origem da matéria em análise.
As chamadas empresas públicas nasceram como cogumelos. Na sua génese estão teorias ligeiras, de cariz neoliberal, segundo as quais só há eficácia no sector privado, ou espertezas que visam tornear as dificuldades de um Estado que não se sabe reformar. Falsas questões. Porque há empresas privadas tão burocratas como o mau Estado e instituições públicas que funcionam bem e são eficazes. A dicotomia não é, portanto, entre o público e o privado. É entre o bem gerido e o mal gerido. A diferença séria está no que visam instituições diferentes: o sector privado visa o interesse (legítimo) privado; o sector público visa o interesse colectivo; o que significa que existem matérias que devem ficar sob o foro público e outras em que o Estado não se deve meter, senão para regular e fiscalizar. Mas naquelas em que podem (e devem) coexistir os dois modelos, é bom que não sejamos promíscuos.
Uma "entidade pública empresarial" afigura-se-me uma coisa promíscua, híbrida como as fundações modernas, que retiram do saco público, directamente, ou por interposto expediente, o dinheiro que deveria ser próprio. A "Parque Escolar, EPE" nasceu para desempenhar um papel híbrido, adequado à gestão política do Governo que a concebeu. Sendo Estado (porque é integralmente do Estado, foi do Estado que recebeu o património, é ao Estado que reporta e é o Estado que lhe nomeia os corpos gerentes e cobre, com os nossos dinheiros, os resultados de eventual má gestão) não se sujeita às regras das instituições do Estado. Com efeito, pode, entre outras prerrogativas, vender, comprar e contratar por ajuste directo; pode admitir trabalhadores sem sujeição a congelamentos; pode fixar-lhe livremente o salário e os modelos de gestão, em todas as vertentes, disciplinar inclusa. Sendo empresa, tem privilégios que fazem inveja: não paga taxas, não tem que fazer qualquer registo, nem sequer o comercial; tem poderes para expropriar, embargar, cobrar taxas e decretar demolições. O desaforo é tal que, se algum português demandar pessoalmente, em juízo, qualquer titular da "Parque Escolar, EPE", ou simples trabalhador (presto tributo a este rasgo proletário), por factos praticados no exercício das suas funções, os ditos estão isentos do pagamento de custas judiciárias e têm direito a patrocínio judiciário, que pode ser assegurado pelos serviços jurídicos respectivos ou por advogado contratado (e pago por todos nós).
O que fica dito a propósito desta empresa pública não esgota os reparos possíveis e é tão-só paradigma de uma maneira reprovável de gerir e mascarar factos: o Governo diminuiu as verbas consignadas às remunerações certas e permanentes do funcionalismo público, cortou e extinguiu aí, para aumentar exponencialmente as consignadas a aquisições de serviços em outsourcing, num belo processo de transformar rápida e legalmente dinheiro público em dinheiro privado. Como se a moral não existisse e não devesse preceder sempre a invocação da capa asséptica da lei. Como se a verificação da conformidade com as normas resolvesse a incomodidade cívica que resulta da ausência de ética neste tipo de gestão. Como se a maioria preterida, gente de segunda, devesse ceder, subserviente, o passo à minoria preferida, gente de primeira.
No caso concreto em apreço e noutra vertente de análise, é chocante o desprezo pela autonomia das escolas, sempre apregoada, mas sempre calcada. O mesmo Governo que a invoca em nauseantes discursos de pura propaganda política retirou aos gestores das escolas qualquer direito sobre um dos instrumentos de gestão mais básicos, qual seja o próprio espaço físico em que actuam. De uma penada, o direito de propriedade de sete escolas de referência (Liceu Nacional de D. Dinis, Liceu D. João de Castro, Liceu Pedro Nunes, Liceu de Passos Manuel, Liceu Rodrigues de Freitas, Escola do Príncipe Real e Escola Comercial Oliveira Martins) passou para a "Parque Escolar, EPE". Os utentes de décadas nem mereceram que o seu quadro de utilização futura justificasse qualquer referência, simbólica que fosse. A capacidade dos professores gerirem o interesse das escolas no quadro das intervenções técnicas de arquitectura foi liminarmente ignorada. Mas a capacidade da "Parque Escolar, EPE" verter na sua actividade os desenvolvimentos da Psicologia, das Ciências Sociais e das Políticas Públicas foi acolhida em lei. Significativa distinção. Professor do ensino superior.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Adeus, não afastes os teus olhos dos meus


Sabe bem ouvi!!!

Não toques nos objectos imediatos

Não toques nos objectos imediatos.
A harmonia queima.
Por mais leve que seja um bule ou uma chavená,são loucos todos os objectos.
Uma jarra com um crisântemo transparentetem um tremor oculto.
É terrível no escuro.
Mesmo o seu nome, só a medo o podes dizer.
A boca fica em chaga.
(Herberto Helder)

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Desemprego...9.1%

Infelizmente, o desemprego atingiu e ultrapassou a mítica barreira dos 500000 desempregados, muitos deles jovens que não conseguem ou alcançar ou manter um emprego. Para mim é muito preocupante esta situação, embora julgue que deve-se a uma conjuntura adversa e uma redireccionalização de valores económicos e como tudo no mundo da economia e cíclico.
No entanto, não deixo de pensar naqueles que querem trabalhar e não conseguem um emprego e logo ficam sem sustento para as suas famílias e os outros aqueles que chamo de "sugas" que não querem trabalhar, nem querem ouvir falar em trabalho e recebem alegremente um cheque no valor de 350€ ao final do mês a título de Rendimento Mínimo Garantido.
Estou fartinho deste governo que não quer ver como está este país que nós (pelo menos eu) amamos a se definhar de dia para dia como que atacado por um cancro que o roí até aos ossos, e o nosso filósofo (Sócrates) a assobiar para o lado.
Haja vergonha, cadê os 150000 empregos, onde pára o deficit ??? E quando a bolha nos rebentar nas mãos quem nos irá acudir? Não temos petróleo, logo estamos feitos...
Desculpem o mau humor, mas já não aguento com a imbecilidade de certas pessoas nas quais infelizmente votei.

As fases das filhas

Declaração de interesses: Adoro as minhas três filhas e não consigo encontrar-lhes defeitos!
Posto isto, estamos a atravessar uma fase curiosa na nossa relação com as nossas filhas, a mais velha (6 anos) é muito responsável, muito atenta e, diria eu, uma verdadeira irmã galinha, com ela podemos conversar de algo mais sério, explicar-lhe que o dinheiro infelizmente não cai do ceú, e que para termos umas coisas temos de prescindir de outras que achemos não serem tão prioritárias, apesar de algumas "mini birras" de frustração na generalidade entende e tem o condão de servir de correia transmissora da mensagem para a irmã do meio.
A minha filha do meio (com 4 anitos) vive uma fase de afirmação pessoal com um turbilhão de emoções que se passam naquela cabeça, deixou de ser a mais nova e também não é a mais velha e isso penso que está a afectá-la um pouco, mas tentamos minimizar os danos colaterais, com doses extra de paciência (que confesso às vezes falta) e muito carinho. Ficou angustiado de pensar que ela por algum momento se sinta menos desejada, ainda por cima no meu intimo gosto daquela capacidade que ela tem de transgredir com uma carinha de santa que só vendo. Por estes dias releio O Grande Livro da Criança (Mário Cordeiro) e em breve o Livro do Brazelton (uma bíblia para mim). Com ânimo conseguiremos ultrapassar esta fase como o fizemos com a mais velha e faremos com a mais nova.

A minha filha mais nova (18 meses) começou a andar tarde (aos 17 meses), mas agora ninguém a pára, adora interagir com as irmãs e não tarda nada estará a "cravar" uma estadia mais prolongada/permanente no quarto das ditas. Adora a mamã, e julgo que chama mamã a todos aqueles de quem gosta em casa, eu por exemplo, sou mamã para ela, os avós são abô ou abó, diz gato e chá manda a nossa Labrador se deitar com um deita afirmativo, entre muitas outras palavras, mas eu sou mamã, apesar de dizer-lhe já umas 1500 vezes que sou o papá.
Enfim, vamo-nos adaptando às fases das nossas filhas que, no fundo, são novas fases de vida para nós enquanto casal.

Wherever you will go - The Fray