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quinta-feira, 23 de abril de 2009

Vai mais um processo, Zé?

O processo agora terá de ser contra Cândida Almeida, Procuradora Geral Adjunta. Ora leiam o que a senhora ontem disse na Rádio Renascença.

Procuradora geral adjunta reage a declarações de José Sócrates à RTP
Cândida Almeida garante que não há manipulação política no processo Freeport
23.04.2009 - PÚBLICO

A procuradora geral adjunta, Cândida Almeida, garantiu ontem à Rádio Renascença que não há qualquer manipulação política no processo Freeport e que a investigação segue o seu curso, numa reacção às declarações do primeiro-ministro José Sócrates numa entrevista à RTP.
A responsável pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal não se revê nas críticas sobre os alegados “timmings” políticos do caso, como referiu José Sócrates na entrevista.“Ponho as mãos no lume e pela Polícia Judiciária que nos coadjuva também. Não há qualquer manipulação”, garantiu à Renascença.Cândida Almeida justifica os atrasos normais com a complexidade do processo, nomeadamente devido às cartas rogatórias pedidas a Inglaterra.“O senhor primeiro-ministro e todos os cidadãos do país têm que ter confiança nas instituições”, disse, acrescentando: “temos um estatuto de Ministério Público mais independente da Europa e quiçá do mundo”.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Portugal no seu melhor - Segurança nos Tribunais

Portugal no seu melhor
Rui Moreira - 20090216

A ideia de que não se consegue impor a segurança nos tribunais é sinal de que Estado está a demitir-se de funções básicas. O tema da segurança nos tribunais, que já aqui abordei, teve desenvolvimentos. Como os juízes ameaçavam parar, e perante a onda de assaltos aos tribunais, o Governo decidiu, enquanto prepara outras medidas, mandar retirar as caixas de multibanco aí existentes, porque reconheceu não ser capaz de impedir que sejam assaltadas.A solução é digna da nossa melhor tradição: como os tribunais são inseguros, e em lugar de resolver o fundo da questão, o que é caro, difícil e impopular, afasta-se de lá o engodo que atrai os larápios. Resta saber se, para aplicar a medida, o Governo irá também utilizar outdoors recomendando aos ladrões que passem ao lado e escolham melhor sítio para assaltar...Claro que, e infelizmente, a receita começa por ser incompleta, já que o furto não é o único móbil, nem a fonte de toda a insegurança nos tribunais. O homem que há dias se automutilou cortando um dedo com o cutelo que trazia na pasta, podia muito bem tê-lo utilizado, caso o tivesse entendido e o desespero o levasse a tanto, para atacar a juíza que presenciou a tragédia e cuja decisão justificou tão tresloucado acto. Ora, seguindo a mesma lógica, talvez o Governo opte agora por desincentivar as acções de vingança, retirando os funcionários judiciais, os advogados, os magistrados e os juízes, já que, bem vistas as coisas, são eles que dão causa e azo a este tipo de perturbações, ficando a faltar depois, e por fim, emparedar os edifícios dos tribunais.A ideia de que não se consegue, sequer, impor a segurança em espaços de soberania como são os tribunais, ou proteger um órgão de soberania como são os juízes, é um sinal de que o Estado está a demitir-se de funções básicas. O Estado antigo, cuja razão de ser passava pelo monopólio da força, está a ser substituído por um novo Estado, apostado em novas funções e métodos, mas que deixa aos cidadãos a sensação de que quem quer justiça e segurança tem que as garantir pelas próprias mãos.Este Estado residual e neomedieval, em conflito de poder com as outras forças, que oferece alguma protecção, mas que disfarça aquela que não dá através de artifícios e métodos vários, é um Estado fraco perante os mais fortes, mas mais forte com os fracos. E, para que estes não percebam o que está em jogo até que o resultado seja irreversível, serve-se-lhes o facilitismo, devidamente divulgado e disfarçado por artes de marketing e de comunicação social.É o que acontece nas escolas, onde se deixou de avaliar os alunos para se avaliar os professores. É o que acontece com a fantasiosa formação profissional onde se propõe o Curso de Jogador de Futebol, que garante a equivalência escolar ao 9º ano a candidatos com o 6º ou 7º ano de escolaridade, sem que estes precisem, sequer, de se federar ou ter jeito para chutar a bola.São exemplos da moderna governação, que vai construindo o novo Estado com mestria: com medidas suaves como esta, que entorpecem o povo e que servem à perfeição para melhorar as estatísticas. O azar é que é por estes caminhos que se anda para trás, que se dissolve o Estado de direito e se colocam em causa conquistas básicas de liberdade, de democracia e de civilização. Economista

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

São 11 contra 14 e no fim... ganha o Porto


Mais uma vez se prova que vivemos "anos dourados" na arbitragem portuguesa.
Era vê-lo, ontem, a querer a toda a força ser o protagonista do jogo mais importante desta eliminatória da Taça de Portugal.
Não sou do Sporting, nem do Porto, no entanto, sempre vos direi que como declarou o treinador do Sporting no final a arbitragem portuguesa METE NOJO,É UMA VERGONHA E COMO SEMPRE PREJUDICA O ESPETÁCULO FUTEBOLÍSTICO. Aquele "anormal" conseguiu destruir aquela que estava a ser uma das melhores jogatanas da época em Portugal, é por isto que cada vez mais vejo futebol a sério (Premier League, Bundesliga, Liga Espanhola, e Serie A de Itália).

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terça-feira, 14 de outubro de 2008

Cabeça a prémio...


Este senhor da foto chama-se Roberto Saviano e escreveu o livro "Gomorra" que retrata a camorra napolitana, o livro já vendeu 12 milhões de exemplares, foi premiado no festival de Cannes, está nomeado para os Óscares de 2009. Até aqui nada de especial, a não ser o dinheirito que arrecadou!!
Pois hoje o clã Casalesi, da camorra napolitana, veio afirmar o seguinte:"até Dezembro ele (escritor) e toda a sua escolta estará morta. O livro fez demasiado barulho.".
Eu pergunto o seguinte: Onde anda a justiça italiana? E se fosse em Portugal? Já todos diriam que a justiça não funciona, não é verdade?
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