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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Ora, é só fazer as contas!!!



E somos governados por esta gente!!!! Nem contas sabem fazer!!!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Vai mais um processo, Zé?

O processo agora terá de ser contra Cândida Almeida, Procuradora Geral Adjunta. Ora leiam o que a senhora ontem disse na Rádio Renascença.

Procuradora geral adjunta reage a declarações de José Sócrates à RTP
Cândida Almeida garante que não há manipulação política no processo Freeport
23.04.2009 - PÚBLICO

A procuradora geral adjunta, Cândida Almeida, garantiu ontem à Rádio Renascença que não há qualquer manipulação política no processo Freeport e que a investigação segue o seu curso, numa reacção às declarações do primeiro-ministro José Sócrates numa entrevista à RTP.
A responsável pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal não se revê nas críticas sobre os alegados “timmings” políticos do caso, como referiu José Sócrates na entrevista.“Ponho as mãos no lume e pela Polícia Judiciária que nos coadjuva também. Não há qualquer manipulação”, garantiu à Renascença.Cândida Almeida justifica os atrasos normais com a complexidade do processo, nomeadamente devido às cartas rogatórias pedidas a Inglaterra.“O senhor primeiro-ministro e todos os cidadãos do país têm que ter confiança nas instituições”, disse, acrescentando: “temos um estatuto de Ministério Público mais independente da Europa e quiçá do mundo”.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Desemprego dispara para os 11 % em 2009...em Portugal

Lá está a politica do bota abaixo do FMI essa instituição internacional que foi tomada de assalto pela oposição portuguesa...
Sr. Pinto de Sousa, leia com atenção vamos chegar aos dois digítos no desemprego , mas está tudo bem, "eles" é que nos gostam de empurrar para baixo!!! Mais uma difamação "sai um processo contra o FMI, por favor! E depois traga-me a conta"...
Previsões da Primavera

Desemprego dispara para 11 por cento no próximo ano, diz o FMI
22.04.2009
Sérgio Aníbal

O Fundo Monetário Internacional está a antecipar uma escalada da taxa de desemprego em Portugal durante este ano e o próximo, com a barreira dos 10 por cento a ser ultrapassada.
Nas previsões de Primavera hoje publicadas, o Fundo diz que este indicador, em Portugal, passará de 7,8 por cento em 2008 para 9,6 por cento este ano, continuando a subir no próximo ano, momento em que poderá atingir os 11 por cento da população activa. A confirmarem-se estes números, seria batido o máximo da taxa de desemprego em Portugal das últimas três décadas.A subida do desemprego prevista acontece num cenário em que o FMI acredita que a economia portuguesa registará, em 2009 e 2010, dois anos de variação negativa do PIB. O recuo previsto é de 4,1 por cento este ano e de 0,5 por cento no próximo, em linha com a média europeia.A subida de desemprego está longe de ser um exclusivo português. Para o total da Zona Euro, o Fundo está a prever uma taxa de 10,1 por cento em 2009 e de 11,5 por cento em 2010.

Mais do mesmo ...

Coitado do Sr. 1º Ministro, que está a ser alvo de uma campanha negra por parte da TVI, Correio da Manhã, Público, e do colunista do DN João Miguel Tavares, para além do FMI, da OCDE e outros organismos ao serviço da oposição.
É triste, mas é verdade o monólogo de JS foi mais do mesmo, isto é, eu sou inocente, querem assassinar-me politicamente, um discurso a fazer lembrar o do "célebre" padre Frederico com a frase: "Eu sou inocenti, mamãe!!!!". Há um ditado que diz que "cada povo tem o que merece" e nós ao que parece só merecemos ser governados por tipos como este fulano ou o Engº Guterres, ou o Santana, e o Zé Manel.
Está na hora de mudar, eu que cometi a asneira de votar nestes senhores, leia-se PS, já decidi que enquanto estiver na posse das minhas faculdades mentais não mais votarei em semelhante partido, por isso sempre que puder vou aqui colocar mentiras de campanha apresentadas por este senhor como aquela dos 150000 empregos.
Post-Scriptum - Repararam na postura da Drª Judite e do Dr. J. Alberto Carvalho.
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sexta-feira, 17 de abril de 2009

Sem eira nem beira - Xutos e Pontapés (letra)

Sem Eira Nem Beira
Xutos & Pontapés

Anda tudo do avesso
Nesta rua que atravesso
Dão milhões a quem os tem
Aos outros um "passou bem"

Não consigo perceber
Quem é que nos quer tramar
Enganar, despedir
Ainda se ficam a rir

Eu quero acreditar
Que esta merda vai mudar
E espero vir a ter uma vida bem melhor
Mas se eu nada fizer
Isto nunca vai mudar
Conseguir encontrar mais força para lutar

Mais força para lutar
Mais força para lutar
Mais força para lutar

Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a comer

É difícil ser honesto
É difícil de engolir
Quem não tem nada vai preso
Quem tem muito fica a rir

Ainda espero ver alguém
Assumir que já andou
A roubar, enganar
O povo que acreditou

Conseguir encontrar mais força para lutar
Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar
Mais força para lutar

Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a f***r

Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Mas eu sou um homem honesto
Só errei na profissão

Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a...

Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Dê-me um pouco de atenção

Sem eira nem beira - Xutos e Pontapés

Subscrevo a letra na integra.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Porreiro,pá !!!

Nunca se deve dar poder a um tipo porreiro
Helena Matos - 20090402

O porreirismo de Sócrates, pela natureza do cargo que ocupa, criou um problema moral ao país.No início, ninguém dá nada por eles. Mas, pouco a pouco, vão conseguindo afirmar o seu espaço. Não se lhes conhece nada de significativo, mas começa a dizer-se deles que são porreiros. Geralmente estes tipos porreiros interessam-se por assuntos também eles porreiros e que dão notícias porreiras. Note-se que, na política, os tipos porreiros muito frequentemente não têm qualquer opinião sobre as matérias em causa mas porreiramente percebem o que está a dar e por aí vão com vista à consolidação da sua imagem como os mais porreiros entre os porreiros. Ser considerado porreiro é uma espécie de plebiscito de popularidade. Por isso não há coisa mais perigosa que um tipo porreiro com poder. E Portugal tem o azar de ter neste momento como primeiro-ministro um tipo porreiro. Ou seja, alguém que não vê diferença institucional entre si mesmo e o cargo que ocupa. Alguém que não percebe que a defesa da sua honra não pode ser feita à custa do desprestígio das instituições do Estado e do próprio partido que lidera. O PS é neste momento um partido cujas melhores cabeças tentam explicar ao povo português por palavras politicamente correctas e polidas o que Avelino Ferreira Torres assume com boçalidade: quem não é condenado está inocente e quem acusa conspira. Nesta forma de estar não há diferença entre responsabilidade política e responsabilidade criminal. Logo, se os processos forem arquivados, o assunto é dado por encerrado. Isto é o porreirismo em todo o seu esplendor. Acontece, porém, que o porreirismo de Sócrates, pela natureza do cargo que ocupa, criou um problema moral ao país. Fomos porreiros e fizemos de conta que a sua licenciatura era tipo porreira, exames por fax, notas ao domingo. Enfim tudo "profes" porreiros. A seguir, fomos ainda mais porreiros e rimos por existir gente com tão mau gosto para querer umas casas daquelas como se o que estivesse em causa fosse o padrão dos azulejos e não o funcionamento daquele esquema de licenciamento. E depois fomos porreiríssimos quando pensámos que só um gajo nada porreiro é que estranha as movimentações profissionais de todos aqueles gajos porreiros que trataram do licenciamento do aterro sanitário da Cova da Beira e do Freeport. E como ficámos com cara de genuínos porreiros quando percebemos que o procurador Lopes da Mota representava Portugal no Eurojust, uma agência europeia de cooperação judicial? É preciso um procurador ter uma sorte porreira para acabar em tal instância após ter sido investigado pela PGR por ter fornecido informações a Fátima Felgueiras. Pouco a pouco, o porreirismo tornou-se a nossa ideologia. Só quem não é porreiro é que não vê que os tempos agora são assim: o primeiro-ministro faz pantomina a vender computadores numa cimeira ibero-americana? Porreiro. Teve graça não teve? Vendeu ou não vendeu? Mais graça do que isso e mais porreiro ainda foi o processo de escolha da empresa que faz o computador Magalhães. É tão porreiro que ninguém o percebeu mas a vantagem do porreirismo é que é um estado de espírito: és cá dos nossos, logo, és porreiro.E foi assim que, de porreirismo em porreirismo, caímos neste atoleiro cheio de gajos porreiros. O primeiro-ministro faz comunicações ao país para dizer que é vítima de uma campanha negra não se percebe se organizada pelo ministério público, pela polícia inglesa e pela comunicação social cujos directores e patrões não são porreiros. Os investigadores do ministério público dizem-se pressionados. O procurador-geral da República, as procuradoras Cândida Almeida e Maria José Morgado falam com displicência como se só por falta de discernimento alguém pudesse pensar que a investigação não está no melhor dos mundos...Toda esta gente é paga com o nosso dinheiro. Não lhes pedimos que façam muito. Nem sequer lhes pedimos que façam bem. Mas acho que temos o direito de lhes exigir que se portem com o mínimo de dignidade. Um titular de cargos políticos ou públicos pode ter cometido actos menos transparentes. Pode ser incompetente. Pode até ser ignorante e parcial. De tudo isto já tivemos. Aquilo para que não estávamos preparados era para esta espécie de falta de escala. Como se esta gente não conseguisse perceber que o país é muito mais importante que o seu egozinho. Infelizmente para nós, os gajos porreiros nunca despegam. Jornalista
I) A morte pode ter a capacidade de mostrar os absurdos da vida. Assim aconteceu com a morte de Sara Tavares. Em primeiro lugar porque essa morte tornou óbvio aquilo que aqueles que defenderam o novo código negavam que pudesse vir a acontecer: um homicida voluntário que, como sucedeu neste caso, esfaqueia alguém não fica necessariamente em prisão preventiva. Mas se o facto de o assassino se passear tranquilamente pelas ruas pode causar indignação ou pelo menos polémica, mais difícil ainda é entender que o dinheiro com que paga a bica provenha do subsídio de funeral da mulher que matou. Acontece que o Estado português não atribui o subsídio de funeral a quem apresenta os recibos das despesas efectuadas nessa cerimónia - no caso, o pai da vítima -, mas sim àqueles que considera herdeiros. E o marido de Sara, a par da filha, é seu herdeiro. Aliás, ele, que a matou, até pode vir a receber do mesmo Estado português uma pensão por ser viúvo, pensão essa que, por ironia, se designa pensão de sobrevivência. As circunstâncias da morte de Sara Tavares tornam obscenas algumas das disposições que regulam a atribuição destes apoios. Mas mesmo que este homem não tivesse assassinado a mulher, mesmo que ele tivesse sido o melhor dos maridos e um padrasto responsável - recordo que ele esfaqueou a jovem diante da filha desta, uma criança de 10 anos -, cabe perguntar se a atribuição generalizada destes apoios faz sentido nos dias de hoje. O que leva, por exemplo, a que se atribuam pensões de sobrevivência a adultos saudáveis no ano de 2009? Ao contrário do que acontecia no passado, em que as mulheres estavam confinadas às tarefas domésticas ou trabalhavam em actividades familiares em que não apareciam como activas, a viuvez não significa necessariamente desprotecção nas novas gerações. Todo este universo de subsídios, complementos e apoios para o cônjuge viúvo foi concebido para um outro tempo, outras formas de viver e outras necessidades. No presente, todo este esquema de protecção aos viúvos, além de indignação como no caso excepcional do marido de Sara Tavares, gera um bizarro fenómeno no que respeita ao casamento em si mesmo: gente que se podia ter casado e não o fez, uma vez viúva, apressa-se a tratar de todos os papéis que lhe permitem usufruir de todos os apoios destinados aos casados. Como se todas as reservas e indiferença que manifestaram perante o casamento e o seu lado burocrático cessassem miraculosamente no momento de fazer contas à reforma. Já aqueles que se casaram com papéis, bolo e grinalda e que um dia se viram viúvos rejeitam em absoluto celebrar oficialmente um novo casamento para não perderem as pensões e reformas a que têm direito por serem viúvos.
II) Não percebo o escândalo com o incumprimento por parte de João Pedroso da encomenda que lhe fora feita pelo Ministério da Educação. João Pedroso prestou um belo serviço ao país e poupou muito papel não fazendo o trabalho de levantamento da legislação daquele ministério pelo qual o ministério lhe pagou adiantadamente 290 mil euros. Esse trabalho já estava feito. Não só os Diários da República estão digitalizados como o ministério possui índices da legislação. Para o país não vem prejuízo algum por João Pedroso ser como diz a senhora ministra um incumpridor nato e uma surpresa lamentável. O problema mesmo é a senhora ministra ser, ela sim, uma incumpridora nata na hora de dar explicações sobre as suas políticas e uma supresa lamentável para todos aqueles que nela depositaram algumas esperanças. Comecemos por uma coisa simples: consegue a senhora ministra explicar por que encomendou e pagou a João Pedroso um trabalho que não fazia falta alguma?

terça-feira, 31 de março de 2009

O Malhão SS


Agora o Malhão SS, a voz do dono, quer "malhar" nos Magistrados do Ministério Público que têm a seu cargo a investigação sobre a participação de Joselito Pinocrátes no negócio do Freeport.
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Palhotas idênticas, escrituras com valores dispares...

Mais uma jogadinha do iluminado José Sócrates...

Apartamentos idênticos, escrituras com valores muito diferentes
20.02.2009, Cristina Ferreira e Paulo Ferreira

O negócio foi fechado em 1996. Sócrates declarou ter pago 47 mil contos pelo seu apartamento. Dois anos antes, um emigrante havia pago mais de 70 mil contos.

O apartamento de José Sócrates em Lisboa, segundo consta da escritura notarial, foi adquirido pelo preço de 47 mil contos (235 mil euros). Dois anos antes desta venda, um apartamento idêntico no mesmo prédio (o 3º E) foi comprado por um emigrante português que estava isento do imposto de sisa por 70.200 contos (351 mil euros), ou seja, mais 50 por cento do que o valor declarado por Sócrates. Estes valores referem-se aos apartamentos sem arrecadação, tendo o de Sócrates, o 3ºA, uma área bruta de 183 metros quadrados e o 3ºE de 175 metros quadrados. O actual primeiro-ministro pagou mais mil e quinhentos contos por uma arrecadação.O valor pago pelo imigrante está muito mais próximo da tabela de preços que a mediadora imobiliária, no início dos anos noventa, entregava aos potenciais compradores. Neste documento, de que o PÚBLICO tem cópia, o preço que a Richard Ellis pedia pelo apartamento comprado pelo então ministro-adjunto do primeiro-ministro era de 78 mil contos (390 mil euros), igual ao do imóvel adquirido pelo emigrante português. Já depois de o PÚBLICO ter contactado o gabinete do primeiro-ministro, a Richard Ellis fez chegar ao público uma outra tabela, com a indicação de que estaria em vigor a partir de Março de 1994, e que fixava o valor de venda do apartamento onde vive o chefe do Governo em 60.650 mil contos (302.520 euros.).Respondendo ao PÚBLICO, José Sócrates garante que pagou o "valor que corresponde à tabela de preços praticada na altura pela agência imobiliária", tendo liquidado o imposto de sisa correspondente, pelo que "qualquer insinuação no sentido do incumprimento das minhas obrigações fiscais só pode ser por mim considerada como caluniosa e difamatória" (ver caixa com respostas de Sócrates na íntegra).Tomando como correctos os valores que constam das escrituras, Sócrates teve um desconto de 31 mil contos (155 mil euros), cerca de 40 por cento abaixo do preço inscrito na primeira tabela, enquanto o desconto do emigrante foi de 7.800 contos, cerca de 10 por cento sobre o preço pedido pela imobiliária. Face à segunda tabela a que o PÚBLICO teve acesso, então o abatimento de que Sócrates teria beneficiado foi superior a 22 por cento. Pela compra do apartamento, que teve a escritura realizada em 1998, José Sócrates liquidou 4.700 contos de imposto de sisa (10 por cento do montante declarado na aquisição do apartamento). O emigrante, se não estivesse isento desse imposto, teria sido obrigado a pagar 7.020 contos, face à quantia que consta na escritura.A discrepância de valores registada nas escrituras dos apartamentos do prédio da Rua Braancamp, próximo do Marquês de Pombal, em relação a qualquer das duas tabelas de preços de negociação não acontece apenas entre estas duas fracções. De acordo com os documentos consultados pelo PÚBLICO nas conservatórias do registo predial e em notários, a generalidade das transacções que contaram do lado vendedor com a empresa offshore Henron International N.V., com sede nas Antilhas Holandesas, foi feita por quantias muito abaixo das que constavam das tabelas utilizadas pela mediadora imobiliária Richard Ellis, mas também do valor declarado pelo emigrante que beneficiou de isenção de sisa (imposto substituído em 2003 pelo Imposto Municipal de Transacções). Este empresário, que vive desde os 11 anos em Paris, adquiriu a sua habitação num ano de recessão, o que "conteve" os preços comerciais. A partir de 1995 iniciou-se a recuperação do mercado imobiliário, que em Portugal sofreu um impulso positivo em consequência da preparação da entrada para o Euro e da baixa das taxas de juro. Além da excepção verificada na compra do emigrante, há um outro negócio realizado por valores idênticos: foi realizado em 2001, quando uma empresa também isenta de sisa comprou um apartamento semelhante e declarou, para efeitos fiscais, que a aquisição foi feita por 375 mil euros. Este imóvel tinha sido adquirido à Heron dois anos e meio antes por um particular que fizera a escritura por 220 mil euros. Avaliação do fisco contraria diferenças nos preçosComo se explicam estas diferenças nos preços declarados nas transacções? A consulta dos valores patrimoniais atribuídos pelas Finanças para efeitos tributários (sobretudo para a incidência do Imposto Municipal sobre Imóveis) não permite encontrar uma relação entre o valor a que os apartamentos foram registados e a avaliação fiscal. Na revisão dos valores patrimoniais efectuada em 2006 pelos serviços fiscais, o apartamento de Sócrates aparece como um dos mais valiosos do prédio: 303.354 euros, mais do que os 235 mil por que foi registado. Já o apartamento do emigrante, comprado por 351 mil euros, e o que foi adquirido pela empresa isenta de sisa por 375 mil euros, viu ser-lhe fixado um valor patrimonial inferior ao do apartamento do actual primeiro-ministro: 294.423 euros.Este é também o valor de avaliação que as Finanças atribuíram ao apartamento que a mãe de José Sócrates comprou no mesmo prédio em Maio de 1998 por um valor declarado de 250 mil euros. A compra foi feita a uma sociedade offshore, a Stolberg, que o tinha adquirido três anos antes à Heron por um valor declarado de 280 mil euros. Ou seja, de acordo com as escrituras, a Stolberg, que está a ser investigada no âmbito do caso Freeport (ver caixa na pág. 4), perdeu 30 mil euros com a transacção desse imóvel numa altura em que os preços do imobiliário subiam sustentadamente em Portugal.O outro apartamento que tem um valor tributável igual ao de Sócrates é o 4º A. Este foi comprado por João Vale e Azevedo 33 dias antes do então ministro de António Guterres ter negociado o seu imóvel e por menos dois mil contos: 45 mil contos (225 mil euros). O preço de venda anunciado no primeiro prospecto da Richard Ellis para o apartamento de Vale e Azevedo era de 79.500 contos. Na segunda tabela surge com o valor de 61.625 contos. Na altura o ex-dirigente do Benfica realizou a transacção através de uma sociedade, a Imaved - Investimentos Imobiliários, proprietária, entre outros activos, da quinta de Almoçageme, a residência da família Vale e Azevedo. Quatro anos depois, Vale e Azevedo venderia essa fracção por 366 mil euros, ou seja, com uma mais-valia de 141 mil euros.As transacções envolvendo a Imaved e este apartamento foram alvo de uma denúncia anónima entregue no 2º Bairro Fiscal, por suspeita de fuga ao fisco, mas o processo acabaria por ser arquivado.O que dizem os intervenientes"O valor escriturado na minha compra coincide com o valor pago à Heron e foi um pouco mais de 70 mil contos, pois beneficiei de um abatimento sobre o preço de venda", declarou o emigrante que comprou o apartamento 3º E. Contactado pelo PÚBLICO por telefone para comentar a discrepância de preços, explicou que o negócio foi acordado com a mediadora imobiliária Richard Ellis, nunca tendo tido contactos com a Heron. E esclareceu que não realizaria a escritura por um valor inferior ao montante do negócio: "Não a aceitava, pois eram remessas de dinheiro proveniente do estrangeiro, eu não pagava sisa nem contribuições e tinha que provar onde aplicava o dinheiro que mandava para Portugal."O contrato celebrado em Dezembro de 1993 entre a offshore e o emigrante, refere que o comprador está isento de Imposto Municipal de Sisa, nos termos do Decreto-Lei 140-A/86 de 14 de Junho, pois à data do negócio tinha transferido para uma conta Poupança Emigrante um total de 53 mil contos. Nessa época os capitais não circulavam livremente na Europa, como hoje sucede, pelo que a movimentação de divisas entre países europeus carecia de justificação detalhada.O empresário vizinho do PM, que se desloca a Portugal com alguma frequência, recusou tecer outros comentários, designadamente sobre a situação dos restantes proprietários de habitações no Edifício Castilho Heron e alegou que vive em França desde os onze anos, razão pela qual não sabe o que se passa em Portugal.Já Pedro Seabra, que está à frente da imobiliária Richard Ellis, afirmou ao PÚBLICO, que "a nossa actuação resultou de um pedido da Heron para actuarmos enquanto agentes e negociadores do preço final". Observou ainda que foi a Heron que celebrou directamente os contratos de compra e venda dos andares do Edifício Heron Castilho e que esta, "por ser inglesa e ter contabilidade organizada, tinha interesse em declarar tudo como deve ser". Seabra garantiu que não conhece "nenhuma transacção em que o preço pago fosse superior ao escriturado", apesar de, inquirido pelo PÚBLICO, ter dito não poder "garantir que, sem o meu conhecimento, tenham existido transacções com outros preços acordados". Aliás, adianta, os valores que estavam no prospecto de venda estavam um pouco inflacionados pelo que houve dificuldade em colocar todo o prédio, cuja componente de escritórios é superior à da habitação, admitindo que possa ter existido "alguma revisão do preço" (ver texto nestas páginas). Contudo quando lhe perguntámos se, para o mesmo piso, um andar semelhante e com preço inicial de comercialização igual, podia ter uma diferença de 50 por cento na escritura, respondeu: "Isso já me parece muito". Esta resposta foi dada antes do gabinete do primeiro-ministro ter recebido, na terça-feira à tarde, as perguntas enviadas pelo PÚBLICO (e que reproduzimos nestas páginas). Na quarta-feira, após novo contacto do PÚBLICO, a mediadora imobiliária fez pela primeira vez referência a uma segunda tabela de preços dos apartamentos e que teria começado a ser aplicada em Março de 1994. Mas mesmo tendo por base os novos preços, o valor descrito no contrato do primeiro-ministro fica mais de vinte por cento face à tabela revista. Confrontado pelo PÚBLICO sobre se existiria uma terceira tabela, Pedro Seabra informou que não, mas lembrou que a partir de 1995 a venda das habitações do Edificio Heron Castilho foi entregue a outros dois promotores, a SITSA, que vendeu as casas a Vale e Azevedo e ao primeiro-ministro, e a Luxor.Quando o PÚBLICO contactou Isabel Tello, da SITSA, para obter uma declaração, também esta já tinha sido abordada pelo Gabinete de Sócrates, tendo declarado que o negócio realizado entre a Heron e o actual chefe de Governo fora "irrepreensível". Disse que existia uma terceira tabela de preços, a que foi aplicada quando a promotora começou a trabalhar na comercialização dos apartamentos do Heron Castilho. Acrescentou porém que essa tabela se encontrava num arquivo da empresa no Algarve e que nos próximos dias a iria reaver. Até ao fecho desta edição não nos fez chegar qualquer novo documento. Garantiu que "não existe nenhum valor escriturado, dos apartamentos vendidos por nós que não seja real".Empresa não comentaContactado pelo PÚBLICO, o advogado que representou a Heron nos contratos de compra e venda dos apartamentos do Edifício Castilho Heron, Frederico Pereira Coutinho, do gabinete Cuatrecasas, Gonçalves Pereira e Associados, remeteu uma explicação para a sede do grupo em Londres, pois o seu gabinete já não tem a Heron como cliente.O PÚBLICO fez várias diligências, durante mais de uma semana, junto da Heron International, enviando múltiplos e-mails para Londres, já que a Heron International N.V. já não opera em Portugal, enviando perguntas por correio electrónico no sentido de obter um esclarecimento sobre as discrepâncias entre os valores escriturados nos contratos de venda de apartamentos idênticos. Até ontem não tinha surgido nenhuma resposta. A existência de uma offshore para negociar a venda de imóveis é legal mas permitr pagar menos impostos sobre os resultados das vendas. Uma pesquisa do PÚBLICO a documentos oficiais e públicos mostra que o apartamento comprado pelo Eng. José Sócrates em Lisboa, no edifício Heron Castilho (fracção AE do nº 40 da Rua Braancamp), foi escriturado no dia 2 de Março de 1998 por 47 mil contos. Antes disso, um apartamento de menor dimensão foi escriturado por 70.200 contos por um comprador que beneficiava de isenção do imposto de sisa por ser emigrante. Acresce que a tabela de preços da mediadora imobiliária que fez a comercialização dos apartamentos desse imóvel indicava um preço indicativo de 78 mil contos para o apartamento adquirido pelo Eng. José Sócrates.

O "pobre" José "Chico Esperto" Sócrates



O verdadeiro portuguesinho de gema!!!!
Português que se preze não falha uma oportunidade de indrominar o Estado, não é verdade Zézinho??!!

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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Nós os ricos...

Descobri na passada semana pela boca do Secretário-Geral do PS que sou rico. E rico porquê? Porque estou no último escalão do IRS (42%) por umas miseras dezenas de euros, o que faz de mim e da minha familia (mulher e 3 filhas) um alvo apetecível para o Robin Pinócrates. Com efeito, esta grande medida que o Sr. Pinócrates quer implementar e que terá os seus efeitos só em 2011 é puramente demagógica. Senão vejamos:
  1. Se cerca de 30000 familias não deduzirem o máximo em despesas com a Educação e Saúde (cerca de 300€) qual será o benefício para os escalões até 25%, isto é, os três primeiros escalões de IRS que serão à volta de 3.5 milhões de contribuintes. Sabem qual é a resposta? Arrecadaram cerca de 19 cêntimos mensais, cerca de 2.5 € por ano. Isto é ou não é demagógia??
  2. Com este princípio não estará o Secretário-Geral do PS a entrar pelo caminho sinuoso do incitamento à violência?
  3. Interrogo-me como poderei eu ser considerado rico, tendo em conta que pago 400€ de creche, que subirá para cerca de 600€ quando a minha filha mais nova deixar de frequentar a "creche da casa dos avós", cerca de 1700€ de prestação de crédito à habitação, comida para 5 pessoas, vestir as crianças (embora a mais nova use muitas roupas que foram das irmãs e a do meio também), água, electricidade, gás, gasolina para colocar no carro que as transporta para as diferentes escolas, visto que a mais velha já frequenta a escola pública, despesas com saúde (que na minha casa é a triplicar quando uma adoeçe, as outras por contágio também adoeçem (180€ de pediatra), algum dinheiro para a conta poupança reforma, e algum para poupar para alguma eventualidade.

Como podem constatar sou rico não sou? Tanto como muitos de vós que não fogem aos impostos, mas trabalham por conta de outrém e são ricos como eu!?

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

A vitima


Começou a campanha de vitimização do Sr. Pinócrates, desculpem, ele não gosta de ser chamado assim, o Sr. Secretário-Geral do PS!!!
Ontem, na Assembleia da República, todas as perguntas a ele dirigidas eram ofensas pessoais e imagine-se começou a ter gaguez o Sr.1º Ministro na resposta às perguntas mais incómodas. Perdeu a compostura e já revela sintomas de quem está de cabeça perdida, já não tem a mesma fluídez de pensamento socrático, porque será? Estará com a cabeça em Alcochete, desculpem, nas nuvens?
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Lá está ele na AR a mentir...


Esta tarde lá está o demagogo a falar na Assembleia da República.
Tem uma carinha boa para...
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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

José Pinócrates...

 


Este moço está cada vez mais "entalado", é a crise, as mentiras na Educação que já não colam, o desemprego a subir vertiginosamente (aqui a culpa não é só dele, faça-se justiça!), enfim, o sonho acaba em Outubro.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Só os ministros do PS se demitem por razões éticas...

Quem é o autor da afirmação? É o nosso 1º Ministro (depois de ontem alguém ainda acredita neste moço)!???!!?? (DN 06.10.2005)

Sócrates lembra Guterres e rejeita repetir demissão PS coloca pesos- -pesados no terreno a dois dias do final da campanha eleitoral
Lusa-Nuno Veiga
Alentejo. Sócrates despiu fato de PM e andou a fazer campanha.

A dois dias do fim da campanha, e em feriado republicano, o PS colocou ontem no terreno e em simultâneo diversas figuras de topo da hierarquia partidária, num derradeiro apelo ao voto nos socialistas. José Sócrates foi ao Alentejo, Almeida Santos e Maria de Belém estiveram no Porto e Jorge Coelho andou por Viseu.Em Alter-do-Chão, o primeiro--ministro e secretário-geral do PS esteve numa sessão de apoio ao candidato local e do baú dos discursos retirou diversas referências a António Guterres. O líder socialista que se demitiu precisamente há quatro anos, depois de um resultado autárquico catastrófico. Guterres demitiu-se, lembrou Sócrates (citado pela Lusa), "porque nessa altura o seu Governo estava sem condições políticas e sem maioria absoluta na AR. O resultado dessa eleição acabou por debilitar o Governo". Com esta afirmação, José Sócrates deixou de alguma forma implícito que para o PS, mesmo perante um mau resultado eleitoral no domingo, esse cenário não terá, agora, as consequências que teve na noite de 16 de Dezembro de 2001 - "estas eleições são sobre autarcas, a avaliação do Governo chegará dentro de quatro anos". Uma forma suave de ir preparando o discurso para a noite do dia 9.
Felgueiras. José Sócrates "provavelmente" teria ido a Felgueiras se não fosse "intimado" pelos adversários, afirmou ontem Almeida Santos. Antes do almoço de apoio ao candidato oficial do PS à Câmara, José Campos, o presidente do partido - "sabe que também tem algum peso", ironizava - disse que o facto do desafio ter sido colocado ao nível do líder do PS ter ou não coragem para ali ir foi "uma forma de insultar o povo de Felgueiras", cuja população é ordeira. "Se alguma coisa o primeiro-ministro já demonstrou é que tem coragem", lembrava. "Nunca nenhum Governo tomou medidas impopulares (mas necessárias) nas vésperas de um acto eleitoral. Mais, pela primeira vez, as medidas de austeridade afectam tanto quem está por baixo como quem está por cima", explicaria o presidente do PS. Recusando pronunciar-se acerca do processo de Fátima Felgueiras, alegando a sua condição de jurista e o princípio da presunção de inocência ("ninguém espere que venha aqui para julgar"), tornearia a questão quando, ao falar aos candidatos e apoiantes, evocava a ética política republicana, até porque os calendários marcavam, ontem, 5 de Outubro, essa data que remete para a Rotunda em 1910."Só os ministros socialistas é que se demitem por razões éticas", exemplificava, sem necessitar de citar os nomes de Walter Rosa, que saiu do Governo porque "o filho foi acusado de comportamento desonroso"; de António Vitorino, "acusado de não ter regularizado a sisa" quando até tinha pago a mais; de Jorge Coelho, que abandonou o cargo "quando caiu uma ponte", meses depois de ter sobraçado a pasta das Obras Públicas".Confrontado com a declaração da candidata da lista "Sempre Presente" (para o PS local, "sempre ausente"), Fátima Felgueiras, que disse que lhe daria um abraço se se cruzassem, Almeida Santos retorquia "Recebê-lo-ei com muito gosto e retribui-lo-ei também com muito prazer." Quanto ao resto, "vamos ver o que pensa o povo de Felgueiras, pois esse é que é o árbitro supremo nestas querelas que, neste momento, nos dividem".
GONDOMAR. Para Gondomar, o PS destacou Maria de Belém para dar apoio ao candidato Manuel Martins no combate a Valentim Loureiro. A dirigente, membro da Comissão Política do partido, afirmou estar no concelho nortenho para evidenciar que a candidatura do PS assume uma forma de estar na política diferente da praticada pelo autarca de Gondomar, agora candidato independente."O poder pelo poder não interessa. Não serve as pessoas. A política defende interesses colectivos e não individuais. Isso é que é preciso gritar bem alto Não vale tudo em política", disse aos jornalistas no jardim frontal à Câmara Municipal de Gondomar. No interior do edifício, Valentim Loureiro espreitava por uma janela enquanto apertava o nó da gravata. O candidato preparava-se para efectuar, enquanto presidente da câmara, a segunda das quatro inaugurações previstas para ontem. Maria de Belém (que nestas eleições é candidata à presidência da Assembleia Municipal de Lisboa) rejeitou que a direcção nacional do PS esteja a prestar pouco apoio a Gondomar. "Os dirigentes nacionais estão muito empenhados nesta candidatura. Vim cá a pedido de Jorge Coelho, que não pode vir cá por estar muito ocupado, estando de dia e de noite ao serviço do PS. Vim com todo o gosto e até estou a dar visibilidade às mulheres com a minha presença. Não considero que possa ser interpretado como um sinal menor ter sido eu." Manuel Martins sentiu-se satisfeito com a presença de Belém e apontou que as "expectativas estão a subir", apesar das indicações das sondagens. "Valem o que valem e não acreditamos que Gondomar seja novamente entregue a Valentim. Seria uma desgraça", disse. O candidato e a convidada partiram depois para a acção de campanha. Sentados num Mercedes SLK200 cabriolet , que liderava a caravana automóvel pelo concelho.
Mangualde. A tal agenda muito preenchida de que falava Belém levou Jorge Coelho à sua terra natal, Mangualde (Viseu), para dar um forcing ao candidato do PS, João Azevedo, numa autarquia do PSD. "Hoje é seguramente o dia mais importante desta campanha eleitoral para mim, porque estou na minha terra, com a minha gente."Amanhã à meia-noite calam-se os bombos, recolhem-se as bandeiras, termina a campanha. Domingo, aos eleitores o julgamento.* Com Martim Silva

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Mais uma do Pinócrates... Gato escondido com rabo de fora...

Educação
PS terá feito alterações "online" em texto sobre relatório dito da OCDE
PÚBLICO

O Partido Socialista fez algumas alterações, na sua página de Internet, a um texto sobre o dito relatório da OCDE sobre educação, alterando-o para o formato apresentado na passada segunda-feira e no qual é elogiada a “resistência” da ministra da Educação, indica o “Jornal de Notícias”.
De acordo com o JN, no texto original, “ainda disponível no 'site' dos socialistas às 11h24”, o título da notícia era ‘Relatório da OCDE elogia política de Educação do Governo PS’. Às 16h00, já durante o debate quinzenal no Parlamento com a presença do primeiro-ministro, a página do PS mostrava um novo título, "José Sócrates elogia resistência da ministra da Educação".O JN indica ainda que foram também detectadas alterações no corpo do texto, “tendo sido substituída, no segundo parágrafo, a expressão ‘relatório da OCDE sobre política educativa’ por ‘estudo sobre política educativa’.Polémica sobre a autoria do relatórioDurante o debate quinzenal na Assembleia da República, a oposição acusou o Governo de mentir e de querer fazer passar o relatório sobre política educativa para o primeiro ciclo (2005-2008) como sendo da autoria da OCDE (Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico), quando o documento terá sido “pago e encomendado pelo Governo que segue metodologia utilizada pela OCDE”, segundo o Bloco de Esquerda, que denunciou a manobra no “site” esquerda.net. Esta polémica terá sido primeiramente levantada pelo blogue ProfAvaliação, que escreveu que “o estudo não é da OCDE”. “[O documento] é desenvolvido por um grupo de peritos ‘liderado por Peter Matthews’ e segue os critérios da OCDE. E foi solicitado pelo Ministério da Educação, que, para abonar a credibilidade, assegura que foi elaborado por uma equipa de peritos internacionais de ‘independentes’”, pode ler-se num post.Perante a imprecisão da origem do relatório, o líder parlamentar do PSD, Paulo Rangel, acusou o chefe do Governo: "O sr. primeiro-ministro e os assessores do Governo fizeram passar para a imprensa que isto era um relatório da OCDE quando não é. Faltaram à verdade aos portugueses".Rangel acrescentou ainda: "Se esse relatório é tão bom, é tão credível e merece tanta confiança porque teve necessidade de mentir, dizendo que pertence à OCDE, quando não pertence?”.Sócrates reconhece que relatório é da autoria de “peritos independentes"José Sócrates defendeu-se afirmando que o Executivo nunca atribuiu o estudo à OCDE. E citou o prefácio do documento para mostrar que “segue de perto a metodologia e abordagem da OCDE”, reconhecendo que o documento foi feito por “peritos internacionais independentes”.Na resposta a José Sócrates, o PSD não se mostrou satisfeito com as justificações e insistiu que a própria organização já veio desmentir qualquer vínculo com o relatório. Depois, apontou o dedo aos critérios seguidos, considerando insuficiente a consulta de sete autarquias – na sua maioria socialistas – e de dez escolas para apresentar resultados. “Um Governo que monta esta encenação (...) só por razões de propaganda não tem credibilidade nem merece a confiança dos portugueses”, acrescentou Paulo Rangel, que apelidou o documento de “relatório do facilitismo”. O primeiro-ministro reiterou ainda que "o Governo não levou ninguém ao engano" sobre autoria do estudo e atribuiu as críticas ao "desespero do PSD”.O primeiro-ministro insistiu que o problema do PSD é não suportar e estar contra o sucesso do país “por ciúme e inveja”. E acrescentou: “Sempre desconfiei dos fariseus que andam sempre com a verdade na boca e na primeira oportunidade não receiam recorrer à mais vil mentira”.Contactado pela Lusa, o PS afirmou não querer dizer "mais nada" sobre o assunto, acrescentando que "tudo o que tinha de ser esclarecido já foi esclarecido hoje no Parlamento".